segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Outubro Rosa e Mês da Criança na Ação Social do InsTI - Instituto Tonny Ítalo

Ação Social: Outubro Rosa e Mês da Criança → 08/Out./2017 → InsTI
- Instituto Tonny Ítalo, Fórum de Mulheres no Fisco e Associação Voluntários da
Alegria coordenaram um dia Especial de Solidariedade, Cidadania, Diversão por
Justiça, Saúde, Alegria e Paz!
 Parabéns!
#JuntxsSomosMaisFortes!

Matéria, Imagens, Álbum no Flickr e Vídeo, confira tudo no site do InsTI

Por Justiça, Alegria e Paz!


InsTI - Instituto Tonny Ítalo: Outubro Rosa e Mês da Criança - Ação Social no Ins...: Ação Social, dentro da programação do mês, que inclui o Outubro Rosa e o Dia da Criança. Lucas Jr* 8 de outubro de 2017. Enquanto e...



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Violeta Parra

💯 Anos de nascimento de Violeta Parra! 🎶🎨

🎶 Grandes clássicos: Volver a Los Diecisiete / Gracias a la Vida - composições de Violeta Parra 🎸
Gracias a la Vida
4 de outubro 1917 – Nasce VIOLETA PARRA, compositora, cantora, artista plástica e ceramista chilena, considerada a mais importante folclorista do Chile e fundadora da música popular chilena. Violeta Parra pode ser considerada a mãe da canção comprometida com a luta dos oprimidos e explorados, tendo sido autora de páginas inapagáveis, como a canção "Volver a los 17", que mereceu uma antológica gravação de Milton Nascimento e Mercedes Sosa. O lirismo dos versos de canções como "Gracias a La Vida" (gravada por Elis Regina) embalou o ânimo de gerações de revolucionários latino-americanos em momentos em que a vida era questionada nos seus limites mais básicos, assim como a letra comovedora de "Rin de Angelito", quando descreve a morte de um bebê pobre: "No seu bercinho de terra um sino vai te embalar, enquanto a chuva te limpará a carinha na manhã". (_in: Wikipédia).
Volver a Los Diecisiete
_Violeta del Carmen Parra Sandoval (San Carlos, 4 de outubro de 1917 — Santiago do Chile, 5 de fevereiro de 1967) foi uma compositora, cantora, artista plástica e ceramista chilena, considerada a mais importante folclorista e fundadora da música popular chilena.

Gracias A La Vida
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dio dos luceros, que cuando los abro
Perfecto distingo, lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido del abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre amigo hermano
Y luz alumbrando, la ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dio el corazón, que agita su marco
Cuando miro el fruto, del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales, que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida, gracias a la vida
Gracias a la vida, gracias a la vida
Graças à Vida
Graças à vida que me deu tanto
Me deu dois olhos que quando os abro
Distinguo perfeitamente o preto do branco
E no alto céu seu fundo estrelado
E nas multidões o homem que eu amo
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o som do alfabeto
E com ele as palavras que eu penso e declaro
Mãe amigo irmão
E luz iluminando, a ruta da alma de quem estou amando
Graças à vida que me deu tanto
Me deu a marcha meus pés cansados
Com eles andei cidades e charcos
Praias e desertos, montanhas e planícies
E a casa sua, sua rua e seu pátio
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o coração, que agita seu marco
Quando olho o fruto do cérebro humano
Quando olho o bom tão longe do mal
Quando olho o fundo de seus olhos claros
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o riso e me deu o pranto
Assim eu distinguo fortuna de quebranto
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto
Graças à vida, graças à vida
Graças à vida, graças à vida

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

#DitaduraNuncaMais

ROSE NOGUEIRA

“Os militares diziam que a tortura não passa nunca. Eles tinham razão.”

Presa 33 dias após dar à luz seu filho, Rose Nogueira foi torturada psicologicamente e abusada sexualmente, ela ainda guarda as marcas do período 


Rosemeire Nogueira é jornalista, militante e presidenta do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo. Foi presa pela ditadura militar em 4 de novembro de 1969, mesmo dia da morte de Carlos Marighella. Na época, militava na Ação Libertadora Nacional (ALN) e trabalhava no jornal Folha da Tarde.

Referência do Jornalismo Brasileiro, Rose Nogueira é militante dos direitos humanos, presa política no final dos anos 60 na mesma cela de Dilma Rousseff, editora do Jornal Nacional nos anos 80 e uma das criadoras de programas que fazem parte da história da televisão brasileira, como o Balão Mágico e a TV Mulher, na Rede Globo. Quando foi presa pela ditadura militar, Rose atuava na ALN (Aliança Libertadora Nacional), grupo revolucionário de Carlos Marighella. Com um bebê de apenas um mês de vida, sofreu todo tipo de tortura física e psicológica, como mãe e mulher. É uma história tocante.

RELATO

"Sobe depressa, Miss Brasil’, dizia o torturador enquanto me empurrava e beliscava minhas nádegas escada acima no Dops. Eu sangrava e não tinha absorvente. Eram os ‘40 dias’ do parto. Na sala do delegado Fleury, num papelão, uma caveira desenhada e, embaixo, as letras EM, de Esquadrão da Morte. Todos deram risada quando entrei. ‘Olha aí a Miss Brasil. Pariu noutro dia e já está magra, mas tem um quadril de vaca’, disse ele. Um outro: ‘Só pode ser uma vaca terrorista’. Mostrou uma página de jornal com a matéria sobre o prêmio da vaca leiteira Miss Brasil numa exposição de gado. Riram mais ainda quando ele veio para cima de mim e abriu meu vestido. Picou a página do jornal e atirou em mim. Segurei os seios, o leite escorreu. Ele ficou olhando um momento e fechou o vestido. Me virou de costas, me pegando pela cintura e começaram os beliscões nas nádegas, nas costas, com o vestido levantado. Um outro segurava meus braços, minha cabeça, me dobrando sobre a mesa. Eu chorava, gritava, e eles riam muito, gritavam palavrões. Só pararam quando viram o sangue escorrer nas minhas pernas. Aí me deram muitas palmadas e um empurrão. Passaram-se alguns dias e ‘subi’ de novo. Lá estava ele, esfregando as mãos como se me esperasse. Tirou meu vestido e novamente escondi os seios. Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seu sexo por cima da calça com um olhar de louco. No meio desse terror, levaram-me para a carceragem, onde um enfermeiro preparava uma injeção. Lutei como podia, joguei a latinha da seringa no chão, mas um outro segurou-me e o enfermeiro aplicou a injeção na minha coxa. O torturador zombava: ‘Esse leitinho o nenê não vai ter mais’. ‘E se não melhorar, vai para o barranco, porque aqui ninguém fica doente.’ Esse foi o começo da pior parte. Passaram a ameaçar buscar meu filho. ‘Vamos quebrar a perna’, dizia um. ‘Queimar com cigarro’, dizia outro." 


Entrevista Rose Nogueira (sem edição, na íntegra) #DitaduraNuncaMais


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

À Espera de um Milagre?

Gláucia Lima
“Eu queria entender o que leva uma pessoa a negar a possibilidade de salvar uma vida. Mais informação, por favor!”
Ao ler este questionamento em grupo de rede social, eu me detive a pensar e a lembrar daquele dia em que fui desafiada (mais uma vez) na vida. Naqueles dias, intermináveis 4 dias que faço referência como sendo meu calvário...
mais 60% das famílias baianas não
permitem doação de órgãos

Foto: Reprodução / HC Unicamp

Era 24 de agosto, esse 24 sempre relembrando o dia do começo do meu ‘calvário’. A indagação vinha por conta de uma matéria que dizia que mais 60% das famílias baianas não permitem doação de órgãos de parentes. (Li isso abaixo do link: http://www.bahianoticias.com.br/saude/noticia/20059-mais-de-60-das-familias-da-bahia-nao-permitem-doacao-de-orgaos-de-parentes.html)

Então, passei a responder. Parecia até que o questionamento estava vindo diretamente a mim. Porém, ao invés de perguntar ‘os por quês’ na vida, troquei por ‘pra quê’. E, assim, escrevi:

Não ouso ‘julgar’ (no entanto ousei responder)... Mas, posso falar do que conheço: Estive com meu filho por 4 dias em uma UTI, depois de baleado em uma tentativa de assalto. Isso foi em 24 de janeiro/2015. Dia 28, ou seja, 4 dias depois, foi atestado ‘morte cerebral’...
Decisão de doar não é tão fácil como se possa pensar. Muita coisa em xeque. Em nenhum momento tive dúvidas quanto à doação. Sabia que era de sua vontade também (sabia ou lembrei que ele havia declarado na carteira da OAB). Enquanto vemos nosso filho respirar e seu coração bater, resta-nos esperança... Talvez à espera de um ‘Milagre’.
Voltar pra casa àquele dia, mesmo sabendo que aquela decisão salvaria muitas vidas, foi avassalador...

Foto: Gláucia Lima e Diecks Pereira (vestindo camisas do InsTI)

ladeados por equipe de jornalismo da TV local - Fortaleza/CE
Uma TV local (Fortaleza/CE) gravou uma série de matérias sobre o tema. Tivemos participação no último episódio. Eu e um dos receptores do rim do meu filho, Diecks, que hoje é voluntário no InsTI, Instituto que leva seu nome.
Poderia falar e/ou escrever por horas, é doloroso demais... Porém a vida nos empurra a seguir, mesmo sem vontade...
Espero que o que falei possa, de alguma forma, ser-lhes útil.
Assim, o link pra quem interesse mais informação acerca da matéria que me refiro (a partir do min 4 até o final), Abraços solidários!
InsTI participou: Ato de Doação de Tonny Ítalo a Diecks Pereira, um de seus receptores, hoje voluntário no Instituto Tonny Ítalo – Ato de Amor! Confira matéria no link

¸. Q tenhamos uma nova Cultura de Convivência no Planeta. ¸.
Muita LUZ! ️💜



Unidade Dialítica da Policlínica do Rim 

Unidade Dialítica da Policlínica do Rim
Conversando com Transplantado
Como nada é por acaso... Imediatamente após a matéria ir ao ar, recebi do Diecks um convite para participar com ele do evento: Conversando com o Transplantado 2017, na unidade dialítica da Policlínica do Rim – Fortaleza/CE.
Como também não acredito em coincidências, sim em ‘sincronicidade’, aceitei o desafio.
Ainda não havia participado de algo tão emocionante depois que abandonei a cama, que dei as costas para a depressão. Diferente das matérias que costumo gravar pra Rádio e/ou TV, cheia de alto astral e alegria, lá foi diferente. Uma emoção invadiu meu peito, tomando conta de mim. Era um misto de sensações: dever cumprido e compaixão por aquelas pessoas que seguem seu calvário na esperança de um ‘sim’. Sim que dá vida, sim que enobrece, sim de caridade, amor.
Pra lá fomos levados por Rafael Barreira, voluntário do InsTI e recepcionados, calorosamente, por todas as pessoas que lá trabalham, em particular pela Assistente Social Emília Menezes e a Psicóloga Naiane Andrade.

Ali, pela primeira vez, senti profundamente o amor daquela atitude. Pela primeira vez senti o amor colocado naquele ‘sim’. Externei minha emoção (com um pouco de ‘constrangimento’, afinal estava ali pra levar coragem, força e estímulo a pacientes) e o meu profundo agradecimento. Agradeci àquelas pessoas, jovens, adultas, idosas, homens, mulheres... Agradeci elas terem me dado a certeza de que aquele sim, foi a mais acertada decisão. Ali comprovei que Doação é Amor em Ação.
Sim, eu vi o milagre. E, o nome dele é Amor!


Corredor da Vitória

            Após participar com Deicks do evento: Conversando com o Transplantado, na unidade dialítica da Policlínica do Rim – onde foram captadas imagens dos transplantados e doadores, criou-se então o Corredor da Vitória. Incentivo e estímulo às pessoas envolvidas nesse processo. No caso, os Rins.
Confiram em vídeo.

video

“Processo de Doação-transplante” ou “Novo Ciclo Vital”. *

   
      O diagnóstico de morte encefálica é estabelecido por meio de exames clínicos e provas complementares sempre por dois médicos que não podem participar de equipes cirúrgicas que fazem a remoção dos órgãos ou equipes transplantadoras. Segundo a legislação brasileira (Lei 9.434/97 e Resolução do Conselho Federal de Medicina 1.480/97) existem critérios claros que devem ser encontrados na investigação da morte encefálica. Um fato importante é que o diagnóstico segue um protocolo e a família tem o direito de ser informada a partir da suspeita deste diagnóstico.
     O diagnóstico, SEMPRE, é realizado por dois médicos não participantes das equipes de remoção de órgãos ou transplante. O exame clínico do paciente com suspeita de morte encefálica deve considerar: 
     2. Ausência de sinais que mostram o funcionamento do tronco cerebral: são chamados de reflexos de tronco cerebral. Um paciente com suspeita de morte encefálica não conseguirá, ao ser examinado: 

a. Contrair as pupilas ao incidir um feixe de luz (reflexo fotomotor); 

b. Não piscar ao se tocar os olhos (reflexo córneo palpebral);
c. Não movimentar o olhar quando o médico movimenta a cabeça do paciente (reflexo óculo cefálico);
d. Não movimentar os olhos (quando ocorrer colocação de soro frio nos ouvidos);
e. Não tossir quando estimulado para isso;
f. Não conseguir respirar espontaneamente. 

 
O paciente em morte encefálica pode, neste momento, ser chamado de potencial doador de órgãos. A família deve ser esclarecida sobre todos os detalhes do protocolo, inclusive da sua abertura. 
  É direito do familiar do morto ser acolhido neste difícil e triste contexto, bem como ser informado da existência de dois caminhos: 1) O Caminho da doação de órgãos e tecidos ou 2) A devolução imediata do corpo para os trâmites funerários sem que haja a doação. 



"Doação de órgãos antes de tudo, é um direito da pessoa e da família. Socialmente, a doação de órgãos é benéfica não apenas para quem receberá os órgãos doados, mas para toda a sociedade que utiliza os serviços da Saúde. Para muitos pacientes que esperam por um transplante esta é a única alternativa possível para seguirem vivos. Por outro lado, é importante dizer que as famílias e as pessoas tem o direito de não serem doadoras. A decisão sempre deve ser respeitada."

PERGUNTAS QUE FAZEMOS COM FREQÜÊNCIA.*

1. O diagnóstico de morte encefálica pode estar errado?
O diagnóstico de morte encefálica deve seguir um protocolo estabelecido pelo Conselho Federal de Medicina, vigente desde 1997 no Brasil.

O cumprimento de todos os exames clínicos e complementares, como no caso de um Eletroencefalograma, garantem que o diagnóstico esteja correto.

Portanto, seguidos todos os passos para o diagnóstico, NÃO há possibilidade de erro.

2. Existe alguma lei que determine como o diagnóstico de morte encefálica deve ser feito?
A Lei Número 9.434 de 1997 determinou ao Conselho Federal de Medicina estabelecer os critérios para o diagnóstico de morte encefálica.

Neste protocolo, sempre há a participação de dois médicos que examinam o paciente e ocorre a realização de um exame complementar, como a arteriografia, o ultrassom Doppler transcraniano ou o eletroencefalograma.


3. Quem decide pela doação de órgãos?


4. A doação de órgãos e tecidos só ocorre com a autorização de um parente até segundo grau (linha reta ou colateral) ou do cônjuge. Fora destas situações, somente com autorização judicial. Pessoas desconhecidas (sem identificação) não podem ser doadoras. Veja a ilustração seguinte:


5. Se parte da minha família aceita a doação e outra parte não aceita: o que fazer?
Quando há conflito familiar, onde parte da família deseja a doação e outra não, legalmente o parente mais próximo é quem tem o poder da decisão. No entanto, uma estratégia adequada é buscar com os familiares qual o que pensava a pessoa em vida e decidir apoiando seu desejo. A doação não pode ser um problema para a família: ela também tem por objetivo colaborar na diminuição do sofrimento dos familiares, que sempre terão esse ato como algo consolador.


6. Se aceitarmos a doação de órgãos, quanto tempo isso vai demorar?
Podemos entender que a doação de órgãos se inicia quando a família é consultada e assina um termo de doação no momento da entrevista. A partir daí, em média, todo o processo dura cerca de 12 horas.

Quando uma família consente a doação, uma série de etapas precisam ser cumpridas até a devolução do corpo, como por exemplo: 1) A validação do doador (exames de sangue, RX etc); 2) A informação à Central de Transplantes que identificará os receptores para os órgãos doados; 3) A retirada dos órgãos no Centro Cirúrgico e finalmente, 4) A devolução de forma condigna do corpo do doador aos familiares.


7. Que órgãos e tecidos podem ser doados de uma pessoa morta?
Podem ser doados os órgãos: coração, pulmões, rins, fígado e pâncreas.

Quanto aos tecidos: córneas, fragmentos ósseos e tendões, alguns vasos sanguíneos e fragmentos de pele.


8. O corpo do doador ficará deformado?


Não!
A retirada dos órgãos e tecidos é uma cirurgia que tem por objetivo retirar com cuidado, técnica e respeito somente os órgãos e tecidos doados. São realizados todos os procedimentos como em qualquer outra cirurgia. O corpo do doador, por Lei, deve ser reconstituído de forma condigna. Ainda, é de responsabilidade do profissional da saúde responsável pela doação, devolver o corpo aos familiares. Assim, mesmo que ocorra a retirada de vários órgãos e tecidos, o corpo poderá ser velado e enterrado sem a necessidade de procedimentos especiais.


9. Terminada a retirada dos órgãos, o corpo terá que sofrer algum tratamento especial?
A reconstituição do corpo é um ato médico e nenhum procedimento especial necessita ser realizado. Não há necessidade de caixão lacrado por causa da doação.


10. A doação de órgãos garante alguma ajuda para o funeral?
Alguns municípios no Brasil tem auxílio funeral ao doador de órgãos e tecidos, é o que acontece no município de São Paulo. Quando a morte é declarada no município de São Paulo, por exemplo, é fornecido um documento ao familiar para ser apresentado no Serviço Funerário Municipal.


11. Os familiares do doador de órgãos e tecidos podem conhecer os receptores?
Embora não exista nenhuma lei que proíba esse ato, é altamente recomendável que os familiares do doador não conheçam os receptores. O anonimato deve ser preservado para segurança de todo o processo. O profissional da Saúde que entrevista a família não pode advogar a favor do conhecimento de terceiros e garantir que isso irá ocorrer no futuro.


12. Se a família é contrária à doação. O que vai acontecer com o doador?
A data e o horário da morte da pessoa (óbito) corresponde ao último exame realizado dentro do Protocolo de Morte Encefálica (Resolução CFM 1.480/97). A partir deste momento a pessoa é declarada morta.

Se os familiares são contrários à doação, o corpo deve ser imediatamente entregue para os trâmites funerários. Existe uma Resolução do Conselho Federal de Medicina (Resolução 1.826) que informa que é ética e legal a suspensão de qualquer suporte de manutenção do potencial doador (Respirador mecânico, soros, remédios etc) daquelas pessoas mortas cuja as famílias compreenderam o diagnóstico da morte encefálica.

Assim, a família tem direito de receber o corpo e o médico a obrigação de devolvê-lo para que o funeral possa acontecer.

Se o profissional da saúde não devolver o corpo nesta situação específica, poderá ser notificado por obstrução de funeral.

Diante da situação de um parente morto que não será doador de órgãos por qualquer motivo que impossibilite esse ato, tanto os familiares quanto os profissionais da saúde precisam entender que nada mais pode ou deve ser feito. O morto deve ter respeitado o direito à um funeral digno e respeitando a cultura e tradições de cada família, religião e local.

Fonte
ESCLARECENDO A SOCIEDADE/ ISSO É IMPORTANTE PARA TODOS NÓS!
ESCLARECENDO A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
.


terça-feira, 23 de maio de 2017

Papa Francisco - Reflexões e Ações

PAPA FRANCISCO SEMPRE SURPREENDENDO COM SUAS REFLEXÕES:
"Paredes de hospitais já ouviram preces mais honestas do que igrejas...
Já viram despedidas e beijos mais sinceros que em aeroportos...
É no hospital que você vê um homofóbico ser salvo por um médico gay...
...A médica "patricinha" salvando a vida de um mendigo...
...Na UTI você vê um judeu cuidando de um racista... um paciente policial e outro, presidiário, na mesma enfermaria recebendo ambos os mesmos cuidados...
...Um paciente rico na fila de transplante hepático pronto para receber o órgão de um doador pobre...
São nessas horas em que o hospital toca nas feridas das pessoas que universos se cruzam em um propósito divino e nessa comunhão de destinos nos damos conta de que sozinhos não somos ninguém!
A verdade absoluta das pessoas, na maioria das vezes, só aparece no momento da dor ou da ameaça real da perda definitiva"
Hospital, local onde os seres humanos se desnudam de suas máscaras e se mostram como são em suas verdadeiras essências.
Esta vida vai passar rápido, não brigue com as pessoas, não critique tanto seu corpo. Não reclame tanto. Não perca o sono pelas contas. Não deixe de beijar seus amores. Não se preocupe tanto em deixar a casa impecável. Bens e patrimônios devem ser conquistados por cada um, não se dedique a acumular herança. Deixe os cachorros mais por perto. Não fique guardando as taças. Use os talheres novos, Não economize seu perfume predileto, use-o para passear com você mesmo, Gaste seu tênis predileto, repita suas roupas prediletas, e daí? Se não é errado, por que não ser agora? Por que não dar uma fugida? Por que não orar agora ao invés de esperar para orar antes de dormir? Por que não ligar agora? Por que não perdoar agora? Espera-se muito o natal, a sexta-feira, o outro ano, quando tiver dinheiro, quando o amor chegar, quando tudo for perfeito… Olha, não existe o tudo perfeito. O ser humano não consegue atingir isso porque simplesmente não foi feito para se completar aqui. Aqui é uma oportunidade de aprendizado.

Então, aproveite este ensaio de vida e faça o agora... ame mais, perdoe mais, abrace mais, viva mais intensamente e deixe o resto nas mão de Deus.”   Papa Francisco   

 “Quem você é para julgar o próximo?”

 “Derrube as barreiras e siga o seu caminho!”

“A melhor solução sempre surge com o diálogo”

“Você tem a força necessária para superar as suas dificuldades!”

“Suas vitórias não virão do egoísmo”

Papa Francisco 
               

              Papa Francisco, o Pároco em sua casa

Você já imaginou estar em casa, em uma tarde qualquer, toca o porteiro-eletrônico, você pergunta quem é, e respondem: "Sou o Pontífice"?
Pois foi o que aconteceu numa tarde, em Óstia, periferia de Roma, onde um "pároco vestido de branco" caminhava pelas ruas, tocando nas casas para abençoá-las.
De fato, o Papa Francisco saiu na tarde desta sexta-feira do Vaticano e foi até a periferia como sinal de proximidade às famílias residentes na região, entrando e concedendo a sua bênção para as famílias e as casas, como costumam fazer os sacerdotes a cada ano durante o período pascal.

O Pontífice quis assim, também no mês de maio, dar continuidade à iniciativa "Sextas-feiras da Misericórdia" inspirada nas obras de misericórdia corporais e espirituais realizadas pelo Papa durante o Jubileu.
A Sala de Imprensa da Santa Sé comunicou que há dois dias o Padre Plínio Poncina, Pároco de Stella Maris - uma das seis Paróquias de Óstia - havia fixado - como de costume - um aviso na porta do condomínio de casas populares, advertindo às famílias de que passaria para conceder a bênção pascal.
Foi tão grande a surpresa quando, ao tocar a campainha, ao invés do pároco, apresentou-se o Papa Francisco.
Assim, o Papa "tornou-se um Pároco" neste dia. Com grande simplicidade esteve com as famílias, abençoou cerca de doze apartamentos que formam o Condomínio de Piazza Francisco Conteduca 11, deixando como recordação um terço.
 Brincando, desculpou-se pela ‘incomodação’, garantindo porém ter respeitado o horário de silêncio do condomínio, descansando após o almoço, como diz o cartaz afixado na entrada do condomínio.
Mesmo pertencendo ao território de Roma, Óstia - com seus 100 mil habitantes - constitui um núcleo habitacional importante, acolhendo uma viva comunidade de fiéis, que convive com realidades difíceis, ligadas à vida de periferia.

PS: observem que em uma das casas o pai está vestindo a camisa do Brasil.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

JOSÉ MARTÍ

Memorial Martí - Acervo de Ser ¡Voz!
MARTÍ VIVE E A LUTA CONTINUA: 
☆28/01/1853 - †19/05/1895
122 ANOS DO DESAPARECIMENTO FÍSICO DO 

APÓSTOLO DE CUBA.

por Maria Leite*
“Nenhum povo é dono do seu destino se antes não é dono de sua cultura.” (José Martí)
Estas significativas palavras de Martí apareceram no documento elaborado ao término do II Encontro Nacional de Alfabetização e Cultura Popular, realizado em Recife, no ano de 1963, quando a burguesia, aliada ao capital estrangeiro, e o latifúndio, impenetrável às mudanças sociais, armazenavam uma crise latente. As forças populares desarticuladas não foram suficientes para resistir à barbárie. Em pouco tempo, as condições mudaram radicalmente e, mais do que nunca, o Brasil ficou distante de Cuba; “um fruto proibido” aos brasileiros.


Memorial Martí - Acervo de Ser ¡Voz!
Hoje, passados 122 anos de sua morte, o ideário de Martí ainda provoca aguçadas reflexões sobre a formação dos valores societários de Nuestra América. O fato do ideário ético-político martiano, impregnado de humanismo pedagógico, privilegiar os valores tornou-se evidente, a partir 1889, quando da publicação do primeiro número de La Edad de Oro, revista voltada para crianças do continente latino-americano. Essa obra, inteiramente escrita e editada por Martí, demonstrou o seu trabalho multiforme de autor e a iniciativa para criar nos meninos da América Latina – ameaçada pela progressiva perda de sua identidade cultural – uma consciência anticolonialista e um alto sentido de solidariedade humana. 

Memorial Martí - Acervo de Ser ¡Voz!
José Martí iniciou sua participação política escrevendo a jornais separatistas. Com a prisão de seu mestre Rafael Mendive, cristalizou-se a atitude de rebeldia contra a dominação espanhola. Em 1869, Martí foi condenado a seis anos de trabalhos forçados, mas passou somente seis meses na prisão, pois conseguiu permutar a pena pela deportação à Espanha. Dedicou-se ao estudo do Direito, obtendo, em 1874, o diploma na Universidade de Zaragoza. Entre 1881 e 1895, viveu em Nova Iorque, porém foi no México, na Guatemala e na Venezuela que alcançou o mais alto grau de identificação com a autoctonia da América, até o momento desconhecido a um filho de espanhol. No comando de um contingente de cubanos, após breve encontro com tropas espanholas no vilarejo de Dos Ríos, em 19 de maio de 1895, Martí foi atingido, morto e seu corpo mutilado. 

Memorial Martí - Acervo de Ser ¡Voz!
A trajetória de sua vida revolucionária o fez passar por vários países, proporcionando-lhe conhecimentos avançados para seu tempo nos temas da Educação. Como estudioso não apenas dos problemas da instrução e ensino em Cuba, mas de todos os países de continente americano, onde teve a oportunidade de viver e adquirir informação, Martí elaborou um pensamento pedagógico, com a urgência da sonhadas Repúblicas. A síntese desse ideário constitui, até hoje, um paradigma para a educação de nossos povos. Indiscutivelmente, Martí possuía um referencial teórico – que evoluiu historicamente – no qual a educação é concebida como uma estratégia para o desenvolvimento do homem. Na sua concepção, era um fato grave a Educação latino-americana seguir os padrões ou modelos dos sistemas europeus e norte-americanos, desvinculados das realidades socioeconômicas em que se aplicavam. Convencido de que “Patria es humanidad”, Martí reafirmou o imperativo para Nuestra América de um espírito diferente da América Anglo-Saxônica, na busca de uma legítima cultura ajustada à realidade latino-americana.
Memorial Martí - Acervo de Ser ¡Voz!


MARIA LEITE* (
*Maria do Carmo Luiz Caldas Leite)

Professora, integrante da Associação José Martí
Santos/SP





GUANTANAMERA, guajira guantanamera 
José Martí / Poesía - GUANTANAMERA - 

"Yo soy un hombre sincero / De donde crece la palma / Y antes de morir me quiero / Echar mis versos del alma" 


_Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=CfhMSgvsTCY   - ↑ Vídeo acima 
Guantanamera faz parte de um gênero musical muito popular nos campos de Cuba: a guajira ou punto cubano. De forte influência branca e espanhola, é a mistura dos ritmos dos filhos de espanhóis nascidos na América, os criollos.

Durante a colonização, a presença dos escravos negros no interior do país restringia-se ao trabalho nas fazendas e engenhos açucareiros. Já os imigrantes espanhóis que escolhiam viver no interior, geralmente eram campesinos que trabalhavam na terra.

O nome guajiro como sinônimo do campesino cubano vem da época em que os conquistadores espanhóis, depois de dizimar a população indígena e ainda sem os escravos negros, recorreram aos índios da região de La Guajira, entre a Venezuela e a Colômbia, para trabalhar no campo.

Não se sabe exatamente quando surgiu La Guantanamera. É uma manifestação folclórica do povo campesino. Sua origem é a cidade de Guantánamo, onde está a base naval dos Estados Unidos. O título da canção La Guantanamera significa mulher de Guantánamo.

Joseíto Fernández, conhecido trovador havaneiro, foi o primeiro cantador de guajiras que disseminou La Guantanamera na ilha. Em um programa de rádio da década de 40, chamado La Guantanamera - cujos temas eram escolhidos nas páginas policiais dos jornais - alternavam-se partes cantadas com a dramatização de crimes.

Ao concluir cada parte, repetia-se o coro: "Guantanamera, guajira guantanamera...". O programa ficou tão popular que o povo adotou a frase "me cantó una Guantanamera...", para falar que alguém contou um fato triste.

A maior parte dos estudiosos da música da ilha diz que Joseíto Fernández foi o primeiro a cantar e gravar a Poesía I dos Versos Sencillos, publicados em 1891 por José Martí, com a melodia de La Guantanamera. Mas é importante observar que Joseíto Fernández não teve nada a ver com a melodia nem com o texto da La Guantanamera como conhecemos atualmente.

Já o musicólogo cubano Tony Evora diz que a incorporação de alguns versos dos Versos Sencillos deve-se a uma versão do compositor espanhol Julián Orbón (1925-91). Orbón foi professor do cubano Héctor Angulo na Manhattan School of Music de Nova Iorque. Héctor mostrou a versão de Orbón ao cantor norteamericano Pete Seeger que a difundiu.

Guantanamera é uma das mais célebres canções da música cubana, de autoria de José Martí e musica Josito Fernandez. Guantanamera é o gentílico (feminino) para as nascidas em Guantánamo, província do sudeste de Cuba.

A música data de 1963 e uma das gravações mais conhecidas é do grupo The Sandpipers. No Brasil, foi regravada por vários grupos, como Tarancón e Raíces de América.

Versos Sencillos, 1891

José Martí
Poesía I

Yo soy un hombre sincero
De donde crece la palma,
Y antes de morirme quiero
Echar mis versos del alma.

Yo vengo de todas partes,
Y hacia todas partes voy:
Arte soy entre las artes,
En los montes, monte soy.

Yo sé los nombres extraños
De las yerbas y las flores,
Y de mortales engaños,
Y de sublimes dolores.

Yo he visto en la noche oscura
Llover sobre mi cabeza
Los rayos de lumbre pura
De la divina belleza.

Alas nacer ví en los hombros
De las mujeres hermosas:
Y salir de los escombros,
Volando las mariposas.

He visto vivir a un hombre
Con el puñal al costado,
Sin decir jamás el nombre
De aquella que lo ha matado.

Rápida, como un reflejo,
Dos veces ví el alma, dos:
Cuando murió el pobre viejo,
Cuando ella me dijo adiós.

Temblé una vez - en la reja,
A la entrada de la viña,-
Cuando la bárbara abeja
Picó en la frente a mi niña.

Gocé una vez, de tal suerte
Que gocé cual nunca: - cuando
La sentencia de mi muerte
Leyó el alcaide llorando.

Oigo un suspiro, a través
De las tierras y la mar,
Y no es un suspiro, - es
Que mi hijo va a despertar.

Si dicen que del joyero
Tome la joya mejor,
Tomo a un amigo sincero
Y pongo a un lado el amor.

Yo he visto al águila herida
Volar al azul sereno,
Y morir en su guarida
La víbora del veneno.

Yo sé bien que cuando el mundo
Cede, lívido, al descanso,
Sobre el silencio profundo
Murmura el arroyo manso.

Yo he puesto la mano osada,
De horror y júbilo yerta,
Sobre la estrella apagada
Que cayó frente a mi puerta.

Oculto en mi pecho bravo
La pena que me lo hiere:
El hijo de un pueblo esclavo
Vive por él, calla y muere.

Todo es hermoso y constante,
Todo es música y razón,
Y todo, como el diamante,
Antes que luz es carbón.

Yo sé que el necio se entierra
Con gran lujo y con gran llanto.-
Y que no hay fruta en la tierra
Como la del camposanto.

Callo, y entiendo, y me quito
La pompa del rimador:
Cuelgo de un árbol marchito
Mi muceta de doctor.