terça-feira, 10 de abril de 2018

Lula e a Defesa da Democracia


Desordem e Fascismo
 “Joguem esse lixo pela janela”. Frase captada no áudio do avião da FAB que levava o ex-presidente Lula para Curitiba, no dia 7 de abril, esboça a intolerância a que chegou a compostura de uma sociedade preconceituosa e prepotente. Pessoas que despejam a fúria, indiferentes aos graus de reação, contra quem não gostam. Usam redes sociais e quaisquer meios e comunicação para virilizar expressões baixas e alimentar um motivo para tal, atenuando a uma pessoa a responsabilidade pela corrupção do País.
 Nove anos aumentados de mais três para que não haja prescrição. Punição por corrupção e lavagem de dinheiro, eis a razão. A ordem é Lula fora das eleições. Ele, sabedor que o monopólio da imprensa e as camadas mais abastadas o perseguiriam para não voltar à presidência da República, ousaria em receber um apartamento, um sítio, em troca de benesses. Isso o que passam para o povo. E é isso que incomoda os defensores da democracia, é isso que nos faz reagir.
 Sem documentos, sem provas, o presidente que levou esperança aos pobres, aclamado mundialmente, está preso, enquanto os defensores do golpe festejam, brindam a prisão do “chefe da quadrilha”, esquecendo-se, ou fazendo de conta que não sabem, do bando que cometeu o maior assalto ao País, o impeachment de uma presidenta honesta. Dilma poderia não estar fazendo um bom governo, aceito, mas desde que assumiu a segunda gestão o seu fim estava delineado. É fato.
 Nós, repito, defensores da democracia, não estamos sendo repetitivos ao tratarmos tamanha injustiça como julgamento político. O golpe foi estrategicamente montado, seja nos Estados Unidos, na BOVESPA, na FIESP, no congresso (nesse caso a comprovada compra de votos), estando o então vice-presidente a par de tudo, pois seria a peça para transição até as eleições sem Lula, uma vez que os processos estavam nas mãos de opositores do PT, alguns com familiares egressos do PSDB.
 Não houve surpresa durante o governo golpista: entreguismo, engavetamento, corrupção e proteção a bandidos em meio à cegueira da Justiça. Petrobras sendo vendida, mudanças nos projetos sociais, concessões sem retorno ao Estado, mercado financeiro antecipando a taxa Selic, ou seja, um desgoverno e uma impopularidade que eles não se preocupam. Porque Lula “está fora”, preso feito bandido como eles, pagando por defender quem não pode cursar faculdade, entrar em teatro, ter direito a Mais Médicos, porque o Brasil sempre foi dominado por uma minoria hoje incomodada, que não aceita tantas derrotas nas urnas.
J. Lucas Junior
 Joguem Lula pela janela, milhões estarão lá embaixo pegando-o, abraçando-o, sentimento que, pelo visto, carece àquelas mentes maldosas. Lembremos de Dilma, que também foi jogada, das humilhações contra a sua honra, lembremos da imprensa, que agora reclama da “violência”, ela tão manipuladora de opiniões. Mas que tenhamos direito ao que nos é garantido pela Constituição Federal, à plenitude de defesa e à questão da racionalidade, para que o povo, nas urnas, responda aos que sentenciam a morte.
   _J. Lucas Junior: Coordenador da Bibliolteca Rodolfo Teófilo, escritor, autor do romance “Guerreiro sem Cor”.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

POVO COM LULA: POVO RESISTE, POVO NA PRAÇA, POVO NA LUTA!

“Moro sonhou que a prisão de Lula seria sua própria consagração; em vez disso, levou a imagem de Lula carregado pelo povo para todo o planeta. Os medíocres são assim; se vêem como gigantes enquanto são esmagados pelos que realmente conquistaram a grandeza.” Pablo Villaça

LULA PRESIDENTE – LULA É A GENTE – LULA INOCENTE
LULA, GUERREIRO DO POVO BRASILEIRO
Lula é, historicamente, a face do operário na democracia brasileira. A partir de seu governo, as possibilidades reais de minorias e diversidades obterem oportunidades concretas na sociedade. E, principalmente, matar a fome e a sede de seu povo, sem esquecer os países periféricos. #LulaLivre #LulaValeALuta
"Lula só será preso porque não aceitou as propostas dos EUA. Desde a venda do pré-sal até a não se curvar ao fim da Democracia, Lula vem resistindo às ordens do Tio Sam..."

Somos gado nesse imenso curral Brasil, transformado em quintal dos EUA, manipulado pela mídia que idiotiza e bestializa, tendo uma das elites mais estúpidas e medíocres do planeta!
 “Admirável Gado Novo”: forte crítica social onde vemos expressados nela a luta de classes. A imposição e manutenção desse modelo social através da alienação das massas, metaforizada na figura do gado!
ADMIRÁVEL GADO NOVO
DENÚNCIA SOCIAL NA MÚSICA “ADMIRÁVEL GADO NOVO” DE ZÉ RAMALHO: OS MECANISMOS MASSIVOS DE ALIENAÇÃO
É o BRASIL!
Bordando para o Lula no Acampamento Lula Livre em Fortaleza, Praça da Justiça Federal
Marielle, Presente!
Casa de Amizade Brasil/Cuba-CE leva sua Tenda e seu apoio à Liberdade de Lula e à Democracia brasileira.
Casa de Amizade Brasil/Cuba - #LulaLivre - Fórum de Mulheres no Fisco
Nota de Apoio de Cuba ao Povo brasileiro foi lida no Acampamento Lula Livre em Fortaleza, Praça da Justiça Federal.
Gláucia Lima - Eunice Bezerra - Cléia Saraiva
FMFi, Casa e FBP
Resistência: Essa é a palavra!
Fórum de Mulheres no Fisco - FMFi na Luta por Equidade e Democracia!
AQUI ESTÁ O POVO SEM MEDO DE LUTAR E SER FELIZ!

#LULALIVRE 

RESISTÊNCIA 
ONU se diz preocupada com perseguição a Lula
ATENÇÃO - O cidadão Luiz Inácio Lula da Silva foi atacado a tiros, condenado em duas instâncias da Justiça em seis meses e está para ser preso antes de o processo terminar. Enquanto isso, militares ameaçam dar golpe se a Justiça favorecer Lula. Como disse Gilmar Mendes, essa perseguição mancha a imagem do Brasil. A ONU reagiu hoje a essa perseguição!

Resistindo com Lula 
Casa Brasil / Cuba -Ceará 
#LulaLivre #LulaInocente
O Triplex é nosso! 
Luta e Resistência 
Abrazos desde Brasil a nuestra más querida Cuba
Besos 
😍😘
"O que explica a escalada de violência na política brasileira é o ódio de uma elite arcaica que goza com a distinção."
"Dizem que sou ingênuo por acreditar na inocência do presidente Lula. Mas ingênuo mesmo é quem acredita na sua culpa. Lula teve:
- sigilo bancário quebrado;
- sigilo fiscal quebrado;
- sigilo telefônico quebrado;
- sua casa invadida e todos os seus computadores e da sua família (até o tablet do neto) apreendidos;
- o Instituto Lula invadido e todos os computadores apreendidos;
- investigação realizada por empresas de auditoria e pesquisa de renome internacional contratada por Moro para encontrar algo que o implique em qualquer esquema de corrupção antes, durante ou depois do seu governo;
- dentre muitas outras incursões invasivas que Moro promoveu nos últimos dois anos contra Lula...
Depois de três anos de investigação intensa usando recursos milionários do Estado para encontrar uma mísera prova material contra Lula, o que se tem:
- delações suspeitas (de pessoas que já tinham sido presas e não tinham delatado Lula e "resolveram" de uma hora para outra delatá-lo.
- um triplex que não está no seu nome, no nome de ninguém da sua família, de ninguém das suas relações, mas ao contrário, o imóvel continua no nome da OAS e sendo usado como garantia de operações de crédito pela empresa. Se o imóvel não está sendo e nunca foi usado por Lula e sua família e nem mesmo como patrimônio, que vantagem Lula teria em ter um imóvel desse?
- ilações sem nenhuma prova, nenhuma provinha sequer que possa garantir uma mínima culpabilidade a ele.
Por outro lado:
- a mídia brasileira tem mais 2 mil horas de matérias televisivas contra Lula nesses dois anos;
- são ao todo 32 capas de revistas semanais com denúncias gravíssimas (sem nenhuma prova) contra Lula nesses mesmos dois anos;
- são 3.2 mil metros de matérias jornalísticas (sem nenhuma prova) contra Lula nos jornais diários nesse período;
- Certamente o maior linchamento midiático de que se tem conhecimento na história do Brasil depois da era Vargas.
E eu sou o ingênuo???
Tá bom... vc é mesmo o suprassumo da perspicácia e inteligência... já eu, um bobinho ingênuo sendo enganado pelo bicho papão do Lula, que come criancinhas..."

_Helder Molina (presidente da Mongeral) publicado em seu facebook

DEZ CONSELHOS PARA  MILITANTES DE ESQUERDA - Frei BETTO
(serve para não religiosos também)

1. Mantenha viva a indignação.
Verifique periodicamente se você é mesmo de esquerda. Adote o critério de Norberto Bobbio: a direita considera a desigualdade social tão natural quanto a diferença entre o dia e a noite. A esquerda a encara como uma aberração a ser erradicada.

Cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus social-democrata, cujos principais sintomas são usar métodos de direita para obter conquistas de esquerda e, em caso de conflito, desagradar aos pequenos para não ficar mal com os grandes.

2. A cabeça pensa onde os pés pisam.
Não dá para ser de esquerda sem "sujar" os sapatos lá onde o povo vive, luta, sofre, alegra-se e celebra suas crenças e vitórias. Teoria sem prática é fazer o jogo da direita.

3. Não se envergonhe de acreditar no socialismo.
O escândalo da Inquisição não faz os cristãos abandonarem os valores e as propostas do Evangelho. Do mesmo modo, o fracasso do socialismo no Leste europeu não deve induzi-lo a descartar o socialismo do horizonte da história humana.

O capitalismo, vigente há 200 anos, fracassou para a maioria da população mundial. Hoje, somos 6 bilhões de habitantes. Segundo o Banco Mundial, 2,8 bilhões sobrevivem com menos de US$ 2 por dia. E 1,2 bilhão, com menos de US$ 1 por dia. A globalização da miséria só não é maior graças ao socialismo chinês que, malgrado seus erros, assegura alimentação, saúde e educação a 1,2 bilhão de pessoas.

4. Seja crítico sem perder a autocrítica.
Muitos militantes de esquerda mudam de lado quando começam a catar piolho em cabeça de alfinete. Preteridos do poder, tornam-se amargos e acusam os seus companheiros (as) de erros e vacilações. Como diz Jesus, vêem o cisco do olho do outro, mas não o camelo no próprio olho. Nem se engajam para melhorar as coisas. Ficam como meros espectadores e juízes e, aos poucos, são cooptados pelo sistema.

Autocrítica não é só admitir os próprios erros. É admitir ser criticado pelos (as) companheiros (as).

5. Saiba a diferença entre militante e "militonto".
"Militonto" é aquele que se gaba de estar em tudo, participar de todos os eventos e movimentos, atuar em todas as frentes. Sua linguagem é repleta de chavões e os efeitos de sua ação são superficiais.

O militante aprofunda seus vínculos com o povo, estuda, reflete, medita; qualifica-se numa determinada forma e área de atuação ou atividade, valoriza os vínculos orgânicos e os projetos comunitários.

6. Seja rigoroso na ética da militância.
A esquerda age por princípios. A direita, por interesses. Um militante de esquerda pode perder tudo: a liberdade, o emprego, a vida. Menos a moral. Ao desmoralizar-se, desmoraliza a causa que defende e encarna. Presta um inestimável serviço à direita.

Há pelegos disfarçados de militante de esquerda. É o sujeito que se engaja visando, em primeiro lugar, sua ascensão ao poder. Em nome de uma causa coletiva, busca primeiro seu interesse pessoal.

O verdadeiro militante, como Jesus, Gandhi, Che Guevara, é um servidor, disposto a dar a própria vida para que outros tenham vida. Não se sente humilhado por não estar no poder, ou orgulhoso ao estar. Ele não se confunde com a função que ocupa.

7. Alimente-se na tradição da esquerda.
É preciso oração para cultivar a fé, carinho para nutrir o amor do casal, "voltar às fontes" para manter acesa a mística da militância. Conheça a história da esquerda, leia (auto) biografias, como o "Diário do Che na Bolívia", e romances como "A Mãe", de Gorki, ou "As Vinhas de Ira", de Steinbeck.

8. Prefira o risco de errar com os pobres a ter a pretensão de acertar sem eles.
Conviver com os pobres não é fácil. Primeiro, há a tendência de idealizá-los. Depois, descobre-se que entre eles há os mesmos vícios encontrados nas demais classes sociais. Eles não são melhores nem piores que os demais seres humanos. A diferença é que são pobres, ou seja, pessoas privadas injusta e involuntariamente dos bens essenciais à vida digna. Por isso, estamos ao lado deles. Por uma questão de justiça.

Um militante de esquerda jamais negocia os direitos dos pobres e sabe aprender com eles.

9. Defenda sempre o oprimido, ainda que, aparentemente, ele não tenha razão.
São tantos os sofrimentos dos pobres do mundo que não se pode esperar deles atitudes que nem sempre aparecem na vida daqueles que tiveram uma educação refinada.

Em todos os setores da sociedade há corruptos e bandidos. A diferença é que, na elite, a corrupção se faz com a proteção da lei e os bandidos são defendidos por mecanismos econômicos sofisticados, que permitem que um especulador leve uma nação inteira à penúria.

A vida é o dom maior de Deus. A existência da pobreza clama aos céus. Não espere jamais ser compreendido por quem favorece a opressão dos pobres.

10. Faça da oração um antídoto contra a alienação.
Orar é deixar-se questionar pelo Espírito de Deus. Muitas vezes, deixamos de rezar para não ouvir o apelo divino que exige a nossa conversão, isto é, a mudança de rumo na vida. Falamos como militantes e vivemos como burgueses, acomodados ou na cômoda posição de juízes de quem luta.

Orar é permitir que Deus subverta a nossa existência, ensinando-nos a amar, assim como Jesus amava, libertadoramente.

Frei Betto é escritor, autor do romance "Entre todos los hombres" (Editorial Caminos, La Habana), entre outros livros.

Fascismo e Terrorismo foram minimizados e rebaixados a “hostilidade” pela mídia golpista
_Rodrigo Perez Oliveira:
"Nada diz mais sobre o Brasil, sobre o que somos há muito tempo, que a caravana de Lula pelo sul do país. Em terras sulistas, por onde Lula passou foi hostilizado pela classe proprietária, pela elite da terra.

Não!
Chamar de “hostilidade” é pouco.

O que aconteceu na etapa sulista da caravana “Lula pelo Brasil” foi uma sucessão de atentados contra a vida de Lula e de seus correligionários políticos. Começou com chicotadas, agressões e pedradas e chegou, no último dia 27 de março, a tiros de arma de fogo.

Não foi ovo, não foi cocô. Foi tiro. Tiro de arma de fogo.

Como entender essa escalada de violência na política Brasileira?

Muitos falam em “fascismo”, termo que tem notória força política e que por isso seu uso no debate público talvez tenha lá alguma importância.

Mas estou convencido de que se quisermos fazer uma interpretação mais rigorosa da realidade, o termo é equivocado, pois mais confunde do que esclarece. Definir como “fascista” a escalada da violência na política brasileira demandaria tantos reparos e observações para mostrar como o “fascismo brasileiro” é diferente daquele “fascismo clássico” europeu de meados do século XX que o próprio conceito perderia força explicativa.

Por isso, prefiro seguir uma via interpretativa doméstica, tomando as manifestações de violência contra a caravana de Lula no sul do Brasil como representativas daquilo que o Brasil é, do que sempre foi.

É este o meu esforço neste ensaio: tomo a violência contra a caravana de Lula como ponto de partida para uma interpretação do Brasil.

Começo, então, com a pergunta que não quer calar, com a pergunta que, talvez, seja a mais importante de ser feita no atual momento da história do Brasil:

Por que as elites brasileiras odeiam Lula?

Nem de longe Lula foi um Presidente revolucionário, nem de longe relou no “sagrado” direito de propriedade privava. As elites brasileiras não perderam dinheiro nos governos de Lula. Muito pelo contrário, nunca ganharam tanto.

De onde vem todo esse ódio?

Não penso que seja necessária a importação de um conceito específico da história europeia para a compreensão de uma realidade que é tão brasileira quanto a jabuticaba. Não é fascismo não, não tem nada a ver com fascismo.

O fascismo é moderno, é o desdobramento mais grotesco da modernidade.

O ódio a Lula é arcaico, deita suas raízes nos velhos valores aristocráticos, pré-modernos, na lógica da Casa Grande, em uma racionalidade de tipo antigo.

Não é fascismo não. É o Brasil mesmo.

Sei que é difícil reconhecer, mas no fundo, bem no fundinho, é só o velho Brasil de sempre. Em pouco mais de uma década de bonança, nos enganamos, fomos ingênuos, achando que o Brasil estava mudando, melhorando. Mudou não. Melhorou não. Tá igualzinho ao que sempre foi.

Não há como falar nessa atualização do “Brasil de sempre” sem dedicar alguma atenção à “instituição Lula”.

Pois sim, o “homem Lula” já morreu e deu lugar a uma instituição.

Lula é a maior instituição política da história do Brasil. É tolo quem acha que uma instituição pode ser morta com uma bala ou com uma facada. Todos os brasileiros e brasileiras terão que conviver com a “instituição Lula” daqui para frente. Ninguém mais faz política no Brasil sem passar por Lula, seja para negá-lo ou para reivindicar o seu legado.

Mas o que significa essa instituição?

Há pouco tempo, escrevi um ensaio sugerindo que no final da década de 1990 aconteceu dentro do PT a “guinada lulista”, que teve efeitos contraditórios para o maior partido político da história da esquerda latino-americana: o lulismo, ao mesmo tempo em que catapultou o PT à chefia do Poder Executivo, representou o seu colapso ideológico.

É que o lulismo aposta na conciliação de classes e ao fazê-lo acaba negando o princípio da luta de classes, que é o núcleo da identidade ideológica de qualquer partido que pretenda estar à esquerda.

O lulismo achou que era possível “ajudar os pobres sem incomodar os de cima’, na certeira formulação de Marcelo Odebrecht.

No frigir dos ovos, essa conciliação seria mesmo possível.
Com algum sacrifício da classe média e com uma situação econômica relativamente favorável, seria possível distribuir renda para os mais pobres sem contrariar os interesses dos grandes capitalistas.

Dinheiro no bolso do povão, expansão do crédito, incentivo ao consumo, bancarização das relações comerciais, investimento na exportação de commodities. Todo mundo saiu ganhando, ainda que uns tenham ganhado mais que outros.

Com o boom do consumo, ganhou o capital produtivo.

Com a bancarização das relações comerciais, ganhou o rentismo.

Com o micro-crédito, ganhou o pobre, que comprou geladeira, TV de plasma e viajou de avião pra lá e pra cá.

A fórmula funcionou durante dez anos. O fator “Dilma Rousseff” foi o principal elemento de desestabilização do sistema. Não foi o único elemento, é claro que não. Mas foi o principal.

É que Dilma tensionou demais.

Dilma tensionou com o rentismo na batalha dos spreads, tensionou com a classe política, quando acreditou que a “Operação Lava Jato” seria de fato republicana.

O golpe de 2016 não foi exatamente contra o lulismo. Foi contra o dilmismo.

Duvido que Lula cairia, duvido muito. Mas não é disso que quero falar, não aqui, não agora.

O que estou querendo dizer é que pela lógica racional do mercado, do capitalismo, não há nenhum motivo para as elites brasileiras odiarem Lula.

Os donos de terra do sul do Brasil receberam muito dinheiro do governo federal durante a Era Lula, pois a exportação das commodities era o grande combustível econômico da conciliação lulista. Era importante para o governo que os proprietários produzissem, vendessem, ganhassem dinheiro.
 Lula tratou agronegócio com muito carinho, com muito carinho mesmo.

De onde vem esse ódio? Por que os proprietários sulistas tentaram matar Lula? É por causa da corrupção?

Não, não tem nada a ver com corrupção. Há outros políticos notoriamente corruptos que não despertam o mesmo ódio. Nunca é demais lembrar que os mesmos que hoje odeiam Lula aplaudiram Eduardo Cunha e votaram em Aécio Neves. O problema dessas pessoas nunca foi a corrupção.

O ódio é arcaico, é de tipo antigo.

Lula é o nordestino, trabalhador manual, homem de berço plebeu que ousou governar.

Num país em que a política formal sempre foi assunto a ser tratado entre iguais, entre oligarcas, Lula representa o radicalismo, ainda que na posição de mandatário maior da República tenha sido bem tímido, talvez até um tanto conservador.

É que o radicalismo de Lula independe de suas ações. Lula é o próprio radicalismo, é o radicalismo em pessoa, não importa o que faça, não importa o que deixe de fazer, não importa o quanto tente conciliar.

Com aquela “alma de pobre”, com aquelas escorregadelas nas concordâncias e nos plurais, Lula jamais conseguirá conciliar por muito tempo, pois para conciliar carece antes de ser aceito como mediador. Precisa sentar à mesa.

O aristocrata não aceita sentar à mesa com o plebeu.

As elites brasileiras têm nojo de Lula, sempre tiveram. Mesmo ganhando dinheiro durante o governo Lula, elas continuaram sentindo nojo, odiando. É que para as elites brasileiras o mais importante não é, exatamente, o dinheiro. O mais importante é a distinção.

Não importa se o aquecimento do consumo é positivo para a cadeia produtiva. Quando a empregada usa o mesmo perfume que a patroa, quando o filho do porteiro começa a estudar na universidade, é o regime da distinção que está sendo abalado.

Patroa e empregada, sinhá e mucama, não podem ter o mesmo cheiro. Não importa se a empregada “tirou” o tal perfume no cartão de crédito, pra pagar em 12 suaves prestações. Não importa se a empregada, depois da jornada de trabalho, vai sacolejar duas horas no trem e no ônibus para chegar em casa, no outro lado da cidade.
O que importa é o cheiro, é o signo de distinção.

Não importa se o morador do 10° andar vai passear em Paris nas férias, enquanto o porteiro vai visitar “mainha” em Santo Amaro. O que importa mesmo é que quando começar o semestre, o filho do porteiro estará lá, na mesma sala que filho do morador do 10° andar. Olhando de longe, bem de longe, eles são iguais, são estudantes. O absurdo está aqui. O ódio vem daqui.

É isso: não tem nada a ver com fascismo. O que explica a escalada de violência na política brasileira é o ódio de uma elite arcaica que goza com a distinção.


Não é fascismo. O fascismo é a tragédia da Europa moderna. Nossa tragédia é outra.

É a tragédia de uma sociedade de modernização incompleta, forjada no escravismo e controlada por uma elite historicamente comprometida com o atraso."
"Lula foi condenado por suas virtudes, não por seus eventuais pecados. Lula é imenso, do tamanho do Brasil. Lula é a história."
“Lula não foi condenado pelo “tríplex”. Lula foi condenado quando decidiu que cada brasileiro deveria fazer três refeições por dia. Lula foi condenado quando tirou o brasil do mapa da fome mundial. Lula foi condenado quando milhões ascenderam socialmente. Lula foi condenado quando decidiu que pobres poderiam chegar à universidade e às escolas técnicas. Lula foi condenado quando a filha do pedreiro virou engenheira, o filho do garçom virou advogado e o negro favelado deixou de ser bandido para ser médico: invertendo, assim, a lógica dessa porra toda. Lula foi condenado quando começou a dar show pelo mundo, no g-20, nas nações unidas e nos cambau a quatro. Lula foi condenado quando investiu mais em educação e saúde que todos os outros presidentes. Lula foi condenado quando investiu no nordeste brasileiro, sempre esquecido. Lula foi condenado quando mostrou à elite deste país que um operário sabia governar. Lula foi condenado quando alcançou 80% de aprovação popular. Lula foi condenado por suas virtudes, não por seus eventuais pecados. Lula é imenso, do tamanho do Brasil. Lula é a história."

quarta-feira, 7 de março de 2018

“COISA DE MULHER”

Você sabe o que é “Coisa de Mulher”?

Vamos descobrir...

Há alguns anos, convidada pra abrir o 8 de Março, precisamente em 2015, um mês após o assassinato de meu filho, e enquanto “Mulher no Fisco” (FMFi - Fórum de Mulheres no Fisco), relatei este fato que havia se passado há uns dois dias daquela ocasião.

Em roda de conversa, uma jovem senhora (pasmem), fala essa expressão que me chamou a atenção: isso, ou aquilo, nem recordo a que ela se referia, tasca: _porque isso não é coisa de mulher, não acha?

Em vendo a expressão do rosto de minha filha, percebi que ela considerou aquele comentário bastante esdrúxulo.   
Claro que era. Ela, minha terceira cria, depois de dois “varões”, jamais ouvira tal coisa ser pronunciada em nossa casa.
Quase que em socorro à minha caçula e a título de esclarecimento, retruquei: _ Em nossa casa não existe coisa de homem ou de mulher. Lá existem coisas de quem vive e/ou reside na casa.

Neste dia eu percebi o porquê uma vez, Tonny Ítalo, o “primogênito”, comentou a cerca de um comentário do irmão. Preparando a refeição, hábito familiar em nossa casa, travávamos diversos assuntos plurais, que iam desde política, filosofia, música etc.
Estávamos na cozinha, quando João disse: _mamãe, meu amigo estava olhando seu perfil (agora tem outro nome em inglês e eu não sei dizer) e mandou este livro pra senhora, pois ele considera que a senhora é “feminista”.
Eu nem me assumia como tal. Afinal, meus posicionamentos sempre foram lineares ao tempo “feminista”, ou seja, nenhuma novidade. Acho que até ele considerou estranha a observação. Mas, interessante por ter sido feito por um jovem estudante de jornalismo.
Fato é que o Tonny Ítalo sai com essa: _ha, é porque ele não conhece a Glaucinha!
Falou isso, referindo-se exatamente à irmã caçula (que também era sua afilhada), Gláucia Maria.

Três anos depois, agora decidi escrever relatando este episódio que só o havia citado no Evento de 8 de Março daquele ano... encontrei a resposta nestas imagens que compartilho com vocês.

Afinal, enfim descobrimos o que é “Coisa de Mulher!”


Dandara dos Palmares: A Face Feminina de Palmares
Líder Negra, Guerreira Mulher!

Fórum de Mulheres no Fisco - FMFi: DANDARA DOS PALMARES

forumdemulheresnofisco.blogspot.com/2014/11/dandara-dos-palmares.html

Hedy Lamarr - Atriz e Inventora 
Protagonista do 1º orgasmo no cinema, Hedy patenteou os princípios da tecnologia que deu origem a quase todas as formas de redes sem fio que conhecemos hoje!
Hedy Lamarr : Diva do cinema e Inventora das bases para o
“bleutooth”, “telefonia móvel (celular), o “GPS” e o “Wi-Fi”
Hedy Lamarratriz de Hollywood que protagonizou o primeiro orgasmo na história do cinema, também foi inventora. Descobriu as bases para a telefonia celular (móvel).
Considerada uma das mulheres mais lindas do Mundo, porém não isso o mais importante que protagonizou a atriz. Inventora, graças a seus descobrimentos podemos estar vendo vídeos e falando ao celular. Nascida em Viena (Áustria) em 1914, Lamarr fugiu de Hitler para os Estados Unidos e seguir sua vocação de atriz.

Cansada de ser explorada em sua beleza e erotismo no cinema, decidiu-se por contribuir com o esforço bélico, Lamarr patenteou uma técnica para emitir sinais de rádio indetectáveis aos nazistas. Deu origem, décadas depois, às base para o “bleutooth”, telefonia móvel (celular), o “GPS” e o “Wi-Fi”.

No entanto, seu talento não foi reconhecido até o final do século XX, pouco antes de sua morte, depois de décadas fora dos “focos”, enquanto sua imagem ia se apagando, seus descobrimentos contribuíram para construir o Mundo em que vivemos hoje.

Frida KahloPintora e Revolucionária

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma das personagens mais marcantes da história do México. Patriota declarada, comunista e revolucionária Frida Kahlo, como ficou conhecida, teve uma vida de superações e sofrimentos que refletidos em sua obra a tornaram uma das maiores pintoras do século.

Novidade: Frida Kahlo ganha a forma de Barbie em coleção de heroínas 


A aviadora Amelia Earhart (à esq.), a pintora Frida Kahlo e a
cientista Katherine Johnson (à dir) são algumas das
mulheres que inspiraram as novas Babies
Objetivo das bonecas, lançadas pelo Dia Internacional da Mulher, é inspirar as meninas com imagens de mulheres célebres como parte daas comemorações do Dia Internacional da Mulher de 2018.
Amelia Earhart  - pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres. Earhart foi a primeira mulher a receber a "The Distinguished Flying Cross", condecoração dada por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico. Estabeleceu diversos outros recordes, escreveu livros sobre suas experiências de voo, e foi essencial na formação de organizações para mulheres que desejavam pilotar.

Amelia desapareceu no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo em 1937. Foi declarada morta no dia 5 de janeiro de 1939. Seu modo de vida, sua carreira e o modo como desapareceu até hoje fascinam as pessoas.

Mercedes Baptistaprimeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Mercedes Baptista
Ícone da dança no Brasil, Mercedes Baptista foi a primeira bailarina clássica negra brasileira, primeira mulher negra a passar no exigente concurso e fazer parte do corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Criada em uma família humilde que sobrevivia do trabalho de sua mãe, que era costureira, antes da dança, ela trabalhou em uma gráfica, em uma fábrica de chapéus, foi empregada doméstica e também trabalhou em uma bilheteria de cinema.
Mercedes recebeu a formação em balé clássico e dança folclórica pela bailarina Eros Volúsia, especialista em cultura brasileira. Na década de 1960, Mercedes uniu sua formação erudita com a valorização da cultura negra, lançando o balé afro, voltado para o estudo dos movimentos ritualísticos do candomblé e das danças folclóricas. Suas criações coreográficas permanecem até hoje identificadas como repertório gestual da dança afro.
Em 1963, Mercedes idealizou a coreografia da comissão de frente do desfile da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, que venceu o Carnaval daquele ano. Entre outras realizações, Mercedes ministrou cursos fora do Brasil – Nova York e Califórnia. Recebeu diversas homenagens e em 2007 o livro Mercedes Baptista: a criação da identidade negra na dança, de autoria de Paulo Melgaço, foi publicado pela Fundação Cultural Palmares.

Maria da Penha e da Lei - A história de vida de Maria da Penha, comum a de tantas mulheres que levam no corpo e na alma as marcas visíveis e invisíveis da violência, a tornou protagonista de um litígio internacional emblemático para o acesso à justiça e a luta contra a impunidade em relação à violência doméstica contra as mulheres no Brasil. Ícone dessa causa, sua vida está simbolicamente subscrita e marcada sob o nome de uma lei.

Ser ¡Voz!: Maria da Penha e a Lei 11.340/2006

Maria da Penha
A Lei Maria da Penha representa inegável avanço na normativa jurídica nacional: modifica a resposta que o Estado dá à violência doméstica e familiar contra as mulheres, incorporando a perspectiva de gênero e direitos humanos da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará); rompe com paradigmas tradicionais do Direito; dá maior ênfase à prevenção, assistência e proteção às mulheres e seus dependentes em situação de violência, ao mesmo tempo em que fortalece a ótica repressiva, na medida necessária; e trata a questão na perspectiva da integralidade, multidisciplinaridade, complexidade e especificidade, como se demanda que seja abordado o problema.
Chiquinha Gonzaga
Chiquinha Gonzaga - primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Lutou pelos direitos autorais. Fundadora, sócia e patrona da SBAT-Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Compôs da 1ª marchinha de carnaval com letra: "Ô abre alas" (1899).

Ser ¡Voz!: Chiquinha Gonzaga (*17/10/1847-†28/02/1935)

Curiosidade: Em 1899, mesmo ano que compôs "Ô Abre Alas", Chiquinha conhece o músico João Batista Fernandes Lages, que vivia no Rio de Janeiro. Chiquinha com 52 anos e ele com apenas 16, mesmo com trinta e seis anos (36) de diferença de idade dela pra ele, começaram um relacionamento. Como forma de enfrentar o moralismo da época, Chiquinha registrou João Batista como seu filho que tivesse nascido em Portugal. Ele, mesmo muito jovem, foi quem a assediou. Viveram juntos e felizes por 35 anos, até sua morte aos 87 anos de idade. Mas, Chiquinha protegia sua privacidade, não chegou a assumir publicamente sua relação com João Batista. O caso só foi revelado após sua morte (1935), comprovado por fotos e cartas. . link com matéria completa acima.

“A Virgem de Todas as Mulheres
Toda mulher, ao saber que está grávida, leva a mão à garganta: ela sabe que dará à luz um ser que seguirá forçosamente o caminho de Cristo, caindo na sua via muitas vezes sob o peso da cruz. Não há como escapar.” Clarice Lispector 
Clarice Lispector – Escritora e jornalista
“O destino de uma mulher é ser mulher. Clarice Lispector  
Nina Simone - Black Is The Color Of My True Love's Hair
Nina Simone

Eunice Kathleen Waymon mais conhecida como Nina Simone - pianista, cantora, compositora e ativista pelos direitos civis dos negros norte-americanos.

Nina Simone foi uma mulher de muita fibra, mas principalmente de um grande talento. Com uma áspera e inigualável voz, a cantora tinha a incrível capacidade de compartilhar seu mundo e de fazer o ouvinte acreditar em tudo aquilo que estava sendo cantado pelo simples fato de ser cantado com sinceridade, com verdade.
Vera Rubin 

“O fato de que sou escritora: uma mulher escritora, não uma dona-de-casa que escreve, mas alguém cuja existência, em sua totalidade, é comandada pelo ato de escrever.Simone de Beauvoir
Simone de Beauvoir
Simone de BeauvoirFilósofa e escritora feminista
Nascida em Paris, em 9 de janeiro de 1908, Simone de Beauvoir estudou matemática no Instituto Católico de Paris e literatura e línguas no colégio Sainte-Marie de Neuilly. Na Universidade de Paris (Sorbonne) estudou filosofia e conheceu outros jovens intelectuais, como Maurice Merleau-Ponty, René Maheu e Jean-Paul Sartre, com quem estabeleceu uma relação afetiva até sua morte.
“Isso é o que caracteriza fundamentalmente a mulher: ela é o Outro dentro de uma totalidade cujos dois termos são necessários um ao outro.” Simone de Beauvoir
Não acredito que existam qualidades, valores, modos de vida especificamente femininos: seria admitir a existência de uma natureza feminina, quer dizer, aderir a um mito inventado pelos homens para prender as mulheres na sua condição de oprimidas. Não se trata para a mulher de se afirmar como mulher, mas de tornarem-se seres humanos na sua integridade.Simone de Beauvoir 
Ícone do pensamento filosófico feminista, tornou-se professora e editou, com Sartre, a revista mensal Les Temps Modernes. Sua principal obra, o ensaio O Segundo Sexo, foi publicada em 1949 e se tornou um grande clássico da literatura feminista. Escreveu também obras de ficção, nas quais abordou questões da filosofia existencialista, além de análises políticas e livros autobiográficos. Morreu em 1986, aos 78 anos, em Paris.

Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.Simone de Beauvoir
Malala Yousafzai - mais jovem Mulher a receber o Nobel
“As feministas precisavam de lutar contra a concepção de que estavam a violar a natureza que lhes fora doada por Deus” Betty Friendan
Betty Friedan - escritora feminista que estremeceu a América e o Ocidente com "Mística Feminina".

A publicação de “A Mística Feminina”, em 1963, causou um enorme impacto na sociedade norte-americana, abalando os padrões patriarcais e consumistas, rejeitando o casamento e maternidade como formas únicas de existência da mulher, inaugurando um novo estádio no Feminismo do Ocidente.
Siga lendo matéria completa em Ser ¡Voz! "A Mística Feminina" - 50 anos do livro de Betty Friedan -

“Uma boa mulher é a que ama apaixonadamente, tem energia, seriedade, convicções apaixonadas, assume responsabilidades e modela a sociedade.” Betty Friedan
Murasaki Shikibu

Nong Toom






Lana Wachowski


Harriet Tubman

Marta